A noite já não é tão veloz,
o sono é precário e
o cansaço é visível.
Os olhos já não brilham
e o riso é insosso.
As idéias vivem permanentemente
confusas e qualquer decisão
a tomar é perigosa. Então permaneço parado.
Durante o dia
subo e desço as escadas
esperando chegar a algum lugar
que não seja o quarto escuro ou a sala vazia.
A distração é olhar o relógio
e ver o tempo passar l-e-n-t-a-m-e-n-t-e.
O sono que vem na hora errada,
é a barba que cresce e
nesse meio tempo lembro
de um trecho do poema de Cecília Meireles em que diz...
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,"Eu não tinha este rosto de hoje,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas..."
Tentei procurar nos espelhos da casa
a minha verdadeira face
e não tive sucesso.
"Em que espelho ficou perdida
a minha face?"
"Em que espelho ficou perdida
a minha face?"
A noite vem chegando e
ela já não é tão veloz assim
e se anuncia fria.
o sono continua precário,
o cansaço é visível
e só me resta a cinza
das horas.

primo seu blog e perfeito amei muito so vc para fazer um blog tao legal assim te amo
ResponderExcluirTexto refletindo mesmo as aflições de uma noite...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirLindo poema moçO ! amei a foto ela expressa que apesar de as vezes a noite já não ser tão veloz... ser fria...cansativa... e ela tem todo seu charme e beleza
ResponderExcluirSufocante, agoniante....
ResponderExcluirPorém fiquei anciosa pra ver outra poesia, outra fotografia.
Mui bom!
A alma deste nome, o peso de ser poeta.Agradeço por ter me proporcionado este momento, este minuto com a poesia feita a punho por um dos meus maiores!
ResponderExcluirGostei...
ResponderExcluir"Poesia que retrata a alma do poeta."